sábado, 6 de outubro de 2012

Eleições 2012 - O exercício da Cidadania


Amanhã é o dia de exercer a sua cidadania e dar seu Voto. O voto do basta ou da continuidade. Cabe a cada um de nós decidir quem irá governar o nosso município nos próximos quatro anos. Sejamos humildes o suficiente para pensar na coletividade e não apenas nas nossas próprias recompensas. O seu voto é secreto, mas o resultado da sua decisão é coletiva. Não iremos esquecer também que os vereadores são tão importantes nessa escolha quanto o prefeito. Trabalho em equipe significa bons resultados. Bom voto!

terça-feira, 24 de julho de 2012

FUNÇÃO MATERNA E DEPRESSÃO INFANTIL

Vou escrever aqui um pouco de psicologia. O texto que irei compartilhar faz parte de um trabalho realizado na graduação. Foi uma pesquisa bibliográfica no qual fiz adaptações e grifos meus.

FUNÇÃO MATERNA E DEPRESSÃO INFANTIL

Adaptado por: Cleide Neves – Psicóloga – CRP: 40812

O estresse faz parte da vida e está intimamente relacionado às exigências internas e externas que enfrentamos para assimilar as mudanças. Mas ele se torna negativo quando a adaptação ou os mecanismos de enfrentamento fracassam. Além disso nem todas as pessoas reagem da mesma forma aos fatores que provocam o estresse ou conduzem a ele. A situação se torna mais crítica quando o estresse está relacionado às mulheres grávidas, isso porque ele não irá afetar apenas a mãe. O feto, mesmo  protegido no interior do útero, não está alheio ao que acontece com a mulher que o gera.
Vários estudos já comprovaram que transtornos emocionais em grávidas aumentam a produção dos hormônios do estresse, particularmente o cortisol e a norepinefrina. Estes, por sua vez, exercem forte impacto na regulação dos genes, que podem ocasionar a destruição excessiva de neurônios e sinapses, alterando com isso a organização e a fisiologia do cérebro do bebê e prejudicando a futura capacidade da criança para lidar com o estresse. O estresse psicológico em mães grávidas, como transtorno de ansiedade ou depressão, também produzem alterações duradoras e indesejáveis na criança durante a gravidez. Eles dificultam o estabelecimento de vínculos primordias na díade mãe-bebê, definido por Winnicott, como “preocupação materna primária”, sendo essa um estado de sensibilidade aumentada, onde a mãe é capaz de se preocupar com seu bebê, sentindo sua real necessidade e anseios. É colocar-se no lugar do filho ou identificar-se com ele. É ser neste momento uma mãe suficientemente boa para o desenvolvimento saudável do seu bebê.
A mãe precisa sobreviver aos ataques de cólera (sentimento de raiva) de seu bebê, à sua indiferença, à sua recusa ou extrema voracidade de se alimentar, à falta de sono que ele lhe impõe; em  suma, precisa renunciar aos seus próprios interesses para poder cuidar de seu bebê. É um sentimento que nasce desde o desejo primário em ser mãe.
Segundo Frizzo e Piccinini (2005), o  puerpério,  assim como outras fases do ciclo vital, é um período propenso a crises por causa das mudanças físicas e psicológicas que o acompanham. A nova mãe precisa mudar o centro de sua identidade de filha para mãe, e até por vezes de profissional para mãe de família. Tal reorganização seria importante para ela poder alterar seus investimentos emocionais, sua distribuição de tempo, energia e suas atividades. Diante disso, o estado de equilíbrio emocional da mãe é fundamental durante a gestação e após o nascimento.
A mãe, que está afetivamente ou emocionalmente delibitada, terá dificuldades em desenvolver essa capacidade de sentir as necessidades e demanda de amor de seu filho. E Freud, desde os Três ensaios sobre a sexualidade (1905), e durante toda sua obra, falava de uma situação que é vivida  repetidas vezes, desde que o lactente começa a reconhecer a diferença entre sua mãe e os outros adultos. Se a criança se encontra em um momento de desamparo, demanda de amor ou precisando de algo que não pode conseguir sozinha, desde alimento e até um pouco de aconchego e carinho, sem que haja alguém para falar com ela a fim de dissipar a escuridão do quarto, então a ausência materna transforma-se em sentimento de abandono e desamparo. Em outras palavras, a mãe que não consegue desenvolver essa maternagem irá negligenciar os cuidados aos seu filho, colocando-o no estado desamparo emocional no momento em que ele está no estado de dependência absoluta de amor, proteção e cuidado.
O que poderá acontecer com essa criança? Indicativos de ansiedade patológica em relação à perda do objeto amado, a mãe, e que poderá acarretar futuramente em um indíviduo inseguro, dependente de amor, triste e desamparado. E o que se pode confirmar também, é que a própria criança se vê como responsável de tal abandono e causadora da terrível desgraça. É uma mistura de dor, raiva, saudade e culpa, sintomas estes que são indícios de uma depressão.
A função materna, somada a outras condições ambientais favoráveis, é essencial para que o bebê possa desenvolver-se física e psiquicamente saudável. Nos primeiros meses de vida, a presença acolhedora da figura materna, propiciada de forma constante e nos momentos adequados, fornece ao bebê a ilusão de que a satisfação das suas necessidades ocorre por sua única e exclusiva vontade. Ele ainda não é capaz de se diferenciar do mundo externo, por essa razão, a presença da mãe é essencial para que gradativamente ela possa subjetivá-lo com confiança e em pequenas doses, ela possa mostrá-lo a realidade externa. Assim, ele poderá ver que é diferente da mãe para poder adquirir sua independência emocional. A desilusão, na medida certa, é que capacita o bebê a criar símbolos que farão a transição do mundo interno para o mundo externo, diferenciando-se assim, o eu do objeto mãe. Dessa forma, dá-se início à atividade mental do bebê , considerando-se que simbolizar é a capacidade de criar substitutos para os objetos, nesse caso a presença real da mãe. Um exemplo disso é que, quando a mãe precisa sair para trabalhar, a criança possa criar formas para brincar de forma saudável com outras pessoas que substituem a mãe, sabendo ela (criança) que a ausência é momentânea pois essa mãe que foi irá voltar para ela com certeza. É um vínculo de amor, onde mesmo estando longe estamos pertos. Este é um sentimento contrário ao sentimento de abandono e desamparo emocional.
É de suma importância que a criança tenha uma mãe continente com capacidade de venerá-lo,  para que ele possa gradativamente suportar a frustração da perda real em não tê-la sempre que precisar, adiar a gratificação e adquirir, assim, aos poucos, a capacidade de simbolizar e pensar de forma espontânea e criativa.

QUAIS OS SINTOMAS DA DEPRESSÃO INFANTIL?

Os sintomas da depressão infantil, se manifestam de diferentes maneiras e muitas vezes passam despercebidos pelos pais. Os sintomas mais freqüentes da depressão na infância, costumam ser os seguintes: insônia, choro, baixa concentração, fatiga, irritabilidade, rebeldia, tiques, lentidão psicomotora, anorexia, problemas de memória, perturbações no sono e/ou na alimentação, desesperança, retardo no desenvolvimento físico esperado para a idade, além da fisionomia triste, irritabilidade, alteração do apetite, hiperatividade, medo inespecíficos, ideações e tentativas de suicídio. A tristeza pode ou não estar presente.
O bebê afetivamente sensível pode ter dificuldades em relação ao apego, que é um impulso primário como parte de um processo de seleção natural, portanto, inato. Existem importantes diferenças individuais no estabelecimento das condutas de apego e na elaboração dos vínculos. O apego é uma resposta de busca de proteção necessária à sobrevivência da espécie. É o estado emocional do bebê com sua mãe ou cuidadora. É o sentimento de satisfação, de gozo e pele corada no momento da succção no seio materno, o prazer em ser alimentado. É o cheiro da mãe que sinaliza que está próxima, é a voz doce que acalenta o choro do bebê inseguro e a mão que afaga a pele sensível e erotizada. A criança saudável consegue sentir essa manifestação de carinho e se apega para sua própria sobrevivência. Porém, não significa que crianças que não conseguem manter esse contato externo com outro estejam necessariamente em estado depressivo, existem outros transtornos que podem ser sinalizados de acordo com esse comportamento, como por exemplo, o autismo. Mas que poderá somente ser diagnosticado através de uma avaliação minuciosa com equipe multiprofissionais.
            Quando a depressão é diagnosticada, alguns profissionais de saúde indicam tratamento terapêutico através da Ludoterapia. O tratamento com brinquedos foi desenvolvido pela psicanalista Melanie Klein (1980) com o objetivo de compreender e interpretar as fantasias, os sentimentos, as ansiedades e experiências expressas pela criança ao brincar. Com essa técnica, Melanie Klein (1980), conseguiu imediatamente obter resultados terapêuticos que ultrapassavam, geralmente, os obtidos com adultos. Para o  tratamento ser mais eficaz, o psicoterapeuta deve trabalhar não só a criança, mas também toda a família. Em alguns casos dificilmente é indicada alguma medicação.
            O tratamento psicofarmacológico da Depressão Infantil não é diferente daquele empregado nos adultos. Há uma tendência médica, tão cautelosa quanto desinformada, em recomendar subdosagens de Antidepressivos Tricíclicos para crianças e, com isso, proporcionar sucessivos fracassos terapêuticos. Antes de medicalizar, o profissional deverá ter a consciência de que esse procedimento é, em última instância, necessário para a evolução do quadro. Mas, na minha opinião, estados depressivos quando não diagnosticados como um fator orgânico, mas sim constatado devido a falta de vínculos e convivência em ambientes desfavoráveis, tais como: a própria família, escola ou grupos sociais, deve-se ser tratado estritamente através da psicoterapia familiar e caso necessário, individual.

Para uma leitura mais profunda sobre o assunto, abaixo seguem as referências bibliográficas pelo qual fundamentei o texto.

Referências Bibliográficas:
KLEIN, Melanie . HEIMANN, Paula & R.E. Money- Kyrle –( Organizadores )
Tradução: Álvaro Cabral - Novas Tendências na Psicanálise- Rio de Janeiro – RJ-1980
Editora Guanabara Koogan – 2º Edição

VERNY, Thomas - Revista Mente & Cérebro ( 2007 ). A Mente do Bebê. Constituição Psíquica e Universo Simbólico. São Paulo – SP - 2º Edição . Editorial Duetto
Série Especial da Revista Mente & Cérebro

FREUD, S. (1905). Três Ensaios sobre a teoria da sexualidade. Trad. Sob a direção de Jayme Salomão. Rio de Janeiro, Imago, 1969. (Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, v.VII.]

FRIZZO & PICCININI - Interação mãe-bebê em Contexto de Depressão Materna:
Aspectos Teóricos e Empíricos – Psicologia em Estudo, Maringá, v. 10, n. 1, p. 47-55, jan./abr. 2005.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

terça-feira, 3 de maio de 2011

Tempo, tempo, tempo...

Sempre me pergunto porque hoje em dia o tempo passa tão rápido? Antigamente, na minha infância, os dias duravam tanto que dava tempo para fazer muitas coisas! Hoje, já com a vida adulta, eu estou atrás desse tempo, mas infelizmente não encontro mais. Até posso encontrá-lo na minha velhice, mas até que ela chegue... Bom, eu não estou com pressa! Gerenciar nosso tempo está sendo uma tarefa árdua na vida de jovens promissores, cheios de energia, ideias e vontade de crescer. Queremos fazer tudo ao mesmo tempo, sem tempo. Qta contradição! Focar nossos objetivos é a melhor forma de gerenciar nosso precioso tempo e assim, obter resultados positivos. A prioridade também é importante. O que fazer primeiro e o que podemos deixar para fazer depois? Mas sem a ansiedade tomar conta de você.
Estou desabafando porque este é o meu dilema. Quero muitas coisas e respostas rápidas. A síndrome da pós-modernidade... Porém, não posso me deixar levar pelo entusiasmo sem antes cair na realiade e perceber o que é realmente possível fazer de início. É uma tarefa difícil, mas não é impossível.
Gente, depois de muito tempo escrevi novamente em meu blog? Ou seja, estava sem tempo até para fazer uma coisa que gosto, que é escrever. Bom, agora estou sem tempo para continuar escrevendo, rs. Até a próxima.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

O pior infelizmente aconteceu...

Hoje perdi uma pessoa maravilhosa de maneira trágica e sofrida. O que pensar neste momento de sofrimento, dor, tristeza e vazio? Meu tio Nadinho foi embora deste mundo e vai deixar marcas, saudades, lembranças boas e engraçadas. Com certeza ele não queria ver esse sofrimento, e nos últimos momentos de vida foi esse seu pedido: "Não chorar pelo seu sofrimento". Como não sofrer meu tio? Somos humanos! Te amamos e sempre o amaremos. Pessoas como você não se encontra facilmente. Você era uma das minhas jóias raras. Você era único! Vai ser difícil processar e aceitar esse fato, essa cruel realidade, mas devemos superá-la. Afinal, todos nós vamos fazer a Passagem. Você foi cedo. Mas fazer o quê? São os mistérios e designíos de Deus. E quem somos nós para entender? Não quero entender... só quero ter forças para aceitar. Forças para acalmar o coração da minha mãe (sua fiel irmã), das minhas irmãs, meu pai e primos (as). Já aconteceu, infelizmente! Agora você está com Deus, ao lado da minha avó, do seu filho Tico e aguardando todos nós. Fica com Deus e Luz na sua vida eterna.
Ah, tenho um pedido: Reza por nós, porque somos fracos e estamos precisando acalmar nossos corações.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Coração triste, decepcionado e confiante.

Tem tempo que eu não escrevo no meu blog. Só escrevi uma única vez e não tenho mtos seguidores. Mas como meu objetivo é dasabafar, escrever minha opinião dos fatos atuais, vou retornar hj e continuar escrevendo, porém qdo estiver em meu momento de inspiração. Hj minha atenção está voltada a uma pessoa querida que é meu tio Nadinho. Ele mora em Salvador e sofreu um acidente de trabalho. Uma explosão na fábrica onde ele trabalhava o deixou com 90% do corpo queimado, além de ter matado uma pessoa também. Ele está internado em estado grave, sem risco de morrer. Não temos o que fazer, a não ser rezar muito e estar ao lado dele, pois é uma pessoa muito querida e amada por todos que o conhecem. Minha tristeza está em algo que vejo na televisão todos os dias, que é a famosa imprensa sensacionalistas, e o pior do que esses jornalistas (que são o trabalho deles), são as pessoas comuns que usam o sofrimento do outro para ganhar um mísero dinheiro. Estamos na era do exibicionismo próprio e dos outros. Todos saem nas ruas com um celular com telefone, uma máquina digital, afim de um "furo de reportagem". Filmam momentos de desespero, em troca de um "trocadinho" e de quinze minutos de fama, ao dizer com todo orgulho e sadismo: "Foi eu quem filmei". A tecnologia que ao mesmo tempo que ajuda, atrapalha também. Está nas mãos de muita gente que não sabem usufruir de maneira digna, e só fazem agravar a dor da família ao assitir cenas chocantes com seus entes queridos. A sensação que dar é de impotência, raiva, tristeza, angústia. É uma mistura de sentimentos ruins. Só quem passa por isso sabe o que estou descrevendo, e mesmo quem não passou, mas tem um pouco de sensibilidade, também saberá o quero dizer. A sábia frase: "O que os olhos não vê, o coração não sente" é verdade. Não adianta reviver o que passou, o importante é viver o presente, a realidade e agir para que esta dor possa ser superada e a recuperação ser mais rápida que o esperado. A família e os amigos de coração que irão transformar esse momento de dor em esperança e resiliência. Quem age neste mundo em busca de um "furo de reportagem", infelizmente são sabem o que é o amor, a vida, a família e principalmente Deus. Força para meu tio e sua família, corrente positiva e muita fé em Deus.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

ASSUNTO DO MOMENTO...

Acabou a copa para os brasileiros, porém, o futebol ainda continua em nosso holofotes. Sai de cena a seleção brasileira e entra outra seleção, conforme os alucinados pelo time do Flamengo, o time é uma seleção. Fazer o quê, né? Crença é crença. Bom, não se fala em mais nada, a não ser do famoso "Caso Bruno". Este caso tomou conta da imprensa brasileira e internacional tb. Sinceramente, vindo dele pra mim não é novidade, mais cedo ou mais tarde ele estaria envolvido em nova polêmica, pois o cara é "estranho". Não cabe aqui formular um perfil psicológico dele, mas falando a grosso modo, ele é uma pessoa desequilibrada, violenta, narcísica, dissimulada, e com nenhum desenvolvimento cognitivo, ou seja, é burro. Age pelo princípio do prazer, e não possui caráter suficiente para lidar com as consequências, ou seja, é irresponsável. Que fiasco sua entrevista à imprensa, me desculpe o que vou falar, mas deu até pena... Talvez o ídolo dele seja Alexandre Nardoni, sendo que diferente dele, o Bruno possui um pensamento onipotente de que seu caso terá um desfecho melho que o da família Jatobá. Qta inocência, ou, qta burrice mesmo. Em suma, a polícia está investigando e as provas estão aparecendo. Eu confio nesta investigação, pois intriga qualquer delegado, promotores, imprensa, público, etc. Afinal de contas é uma celebridade, e os holofotes não podem ser apagados, se forem, qual será a nova notícia do momento???

Abss...