quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Meu primeiro presente, um livro!

Obrigada minha irmã Celi e meu cunhado Ronaldo

Recebi, via sedex, este livro de presente da minha irmã Celiane. Ela era a mãe mais recente da família. Agora já é veterana, deixa a caloura pra mim.

Adorei, foi uma surpresa.


Muito bom esse livro e está me ajudando muito!

Nossa família agradece, beijão!

Coisas de um pai de primeiríssima viagem

Ou, coisas do Ronie...

O Ronie sempre foi uma pessoa com excesso de zelo com as pessoas. Superproteção com crianças é com ele mesmo, agora, imagina com o filho dele?

Desde que soube que eu estava grávida, a proteção dele comigo aumentou, que chega a ser cômico. Quando vamos dormir, ele evita dormir de frente pra mim com medo de chutar a barriga. Ele nunca fez isso, será que vai fazer a partir de agora? Claro que não, amore. O mais engraçado é que ele normalmente imagina essas cenas drásticas, aí o medo aumenta mais ainda.

Ele me falou que quando confirmou a gravidez, a cabeça dele fez igual a propaganda da Vivo, pensou em mil coisas ao mesmo tempo, compras pra fazer, mobília do quarto, enxoval, rede de proteção nas janelas do apartamento e até escola. Pelo menos ele já está pensando como PAI.

Se eu pensar em desejar alguma coisa, ele já está comprando. Às vezes eu comento alguma comida, não por desejo, só por comentar, mas vou evitar fazer isso porque ele acha que tem que me dar e se preocupa. O maior medo é ficar com tersol ou me estressar, rs. 

Nunca iria fazer isso com ele, fazer chantagem sabendo como ele é,  só quero curtir esse momento único, juntos e felizes. Agora somos três, unidos num só coração.

Aos poucos irei colocar as peripécias do meu queridíssimo esposo aqui. Quem o conhece, sabe do que estou falando.

Primeira Ultrassonografia. Status: Mãe

Não sabia que era assim...

Hoje são 24 de janeiro de 2013, e realizei a minha primeira ultra desde que descobri que estava literalmente grávida. Quem faz as ultras é a mesma gineco/obstetra que está me acompanhando, achei muito bom pois ela acompanha de perto seus pacientes e sua evolução. Desde o início, antes de gravidez, sempre foi assim. 
Sinto confiança nela, não só eu como muitas mulheres... Esperei quase quatro horas para ser atendida, mas valeu muiiito.

Quando finalmente me chamaram, reparei que sala da ultra havia mudado, assim como meu status de não grávida, para grávida e feliz!! Fiz a transvaginal e descobri que estou com seis semanas e meia. Vi pela primeira vez meu bebê no aconchego do meu útero, que ainda é um embrião. Confesso que me deu um medinho da médica colocar a câmera e não ver nada? Fiquei tensa, e quando vi, o meu coração aliviou. Mas, o mais interessante disso tudo, que eu não sabia que teria essa surpresa e sentimento, foi poder ouvir tão precocemente o coraçãozinho batendo no meio de um "balão" dentro do saco gestacional, ainda em formação. Incrível! É um milagre! Fiquei boba, feliz, emocionada... não sabia que era assim. É tão bom nos depararmos com o novo e deslumbrar esse novo de forma intensa, viva. Assim que eu me sinto, viva! Não que eu não estivesse antes, mas agora é diferente...Tem um outro coração batendo aqui dentro de mim, graças a Deus. 

Emoção a mil!!

O Ronie não foi comigo, mas nas próximas ele vai acompanhar e quer, claro.

Ah, contei ao meu pai hoje, via skype, que vai ser vovô!! Ele já tem três netos, mas como o meu é o primeiro filho, então não pode ser vovô, de novo. Minha tia Marizete e Andréa (prima) também compartilharam esta notícia, pois estão passando as férias de verão com eles.

Até mais!!

Meu cotidiano mudou...

Status: Grávida!

Há duas semanas, exatamente dia 15 de janeiro de 2013, fiz o teste de urina e descobri que estava grávida. Já estava sentindo os sintomas há alguns dias, como: menstruação atrasada, aumento dos seios e enjoos. Fiquei apreensiva em fazer o teste pelo medo de dar mais uma vez negativo. Mas depois desses sintomas e do Ronie me ver dormindo durante o dia, coisa que evito fazer, achamos no mínimo estranho e resolvi encarar. Bom, acordei cedo, fiz o teste, e às 7h da manhã estava enviando um sms para o celular do Ronie, dizendo: Estamos grávidos!!! Ele estava no ônibus da empresa indo para o trabalho, e como é um ônibus confortável ele costuma ir dormindo, só que dessa vez ele me disse que não conseguiu pregar os olhos um segundo de tão feliz que estava. Estava com vontade de falar com todos os amigos, mas se segurou. É uma alegria indescritível.

A data de 15 de janeiro em Campos é feriado, dia de Santo Amaro, e devido a isso tive que esperar até o dia seguinte para conseguir marcar uma consulta de emergência com a ginecologista/ obstetra. No dia seguinte, acordei cedo e pedi um encaixe. Pra mim era urgente, urgentíssimo. Estou grávida, e agora??
Fui ao consultório e só não levei a fita do exame detectando o resultado porque esqueci. Chegando lá, ela me examinou, verificou minha pressão arterial, pulso, peso, fez um cartão pré-natal e preescreveu os exames de sangue e a ultrassonografia. Me passou um cardápio alimentar e um folheto com instrução de cada semana de gestação. Saí do consultório me sentindo a grávida do ano.

Cheguei em casa e dividi essa alegria com Ronie. Mas antes disso, porque ele estava no trabalho, contei para minhas irmãs e pedi sigilo por estar ainda no início. Não queria falar muito, foram quase um ano tentando, cautela sempre é bom. Mas como consegue? Falo com um aqui, não aguento e conto. O Ronie já falou pra todo mundo no trabalho. Esse tipo de coisa é difícil não contar. E como já dizia o poeta, "é impossível ser feliz sozinho..." Só  não coloquei no facebook porque seria muita exposição.
Contei pra minha mãe pelo skype e ela ficou super feliz e surpresa, foi engraçado até. Ainda não contei ao meu pai, ele é do tipo de pessoa que conta a surpresa antes da hora, não consegue se segurar. Coisa de pai, quer falar para todos os amigos, claro. Primeiro quero fazer a ultra, depois eu conto. No fundo no fundo, mesmo sentindo os sintomas e com teste dando positivo, eu preciso ver para acreditar. Loucura isso, mas é o que eu sinto.


Bom, esse é o início de um milagre da vida que está nascendo dentro de mim.
Obrigada meu Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo e minha mãe querida Nossa Senhora, por mais uma benção na minha vida e do meu esposo.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Globo de Ouro x Globo de Prata


Globo de Ouro, época romântica

Antigamente éramos pessoas românticas ou bregas? Se bem que essa conotação têm significado em diferentes regiões. O brega ainda existe, alguns chamam hoje de arrocha, mas o romantismo... esse está se perdendo. Questiono isso porque estou assistindo no canal a cabo Viva o saudoso programa Globo de Ouro, onde dentre os cantores que faziam sucessos na época, eles colocavam também os cinco sucessos mais votados pelo público. Já assisti a reprise algumas vezes, porém os sucessos da parada na maioria são sempre  os mesmos, às vezes mudam apenas as ordens e as músicas. Os cantores mais badalados da época eram: Rosana (Direto no Olhar), Fagner, Fabio Junior (Caça e Caçador), Osvaldo Montenegro (Lua  e Flor), Ritchie, José Augusto, Simone e o rei Roberto Carlos (Se o amor se vai). Todos os estilos musicais são românticos, com músicas que tocam a alma. Lembro-me de quando as ouviam, chegava até delirar.

Pensando nos dias de hoje, muitas coisas mudaram nos gostos musicais e se fizermos um paralelo com as mais pedidas hoje nas rádios, lideram o topo os famosos sertanejos universitários, os pagodes, o funk e o funk. Os estilos mudaram? Ficamos mais assanhados, como na música do Gustavo Lins, e menos românticos? Não irei me aprofundar em teorizar as mudanças globalizadas, econômicas, sociais, etc... Só quero colocar meu ponto de vista de como eu era fantasiosa e como me embalava nas músicas antigamente. Hoje nós estamos mais livres, leves e soltos no sentido mais literal da palavra, e não no sentido da época das Frenéticas (Dancin ' Days), que éramos mais “inocentes”. Talvez estejamos mais descartáveis, porque hoje em dia a música não é mais ouvida pela sua essência musical, dotadas de letras que tocam a alma de forma verdadeira. Hoje a música é ouvida, em sua maioria, por se tornarem “chicletes”, que são aquelas músicas que entram no cérebro, não saem de jeito nenhum e acaba ganhando gosto pela insistência em serem tocadas frequentemente, tipo “Ai se eu te pego” e “Eu quero tchu, eu quero tchá”. Em falar nesse estilo "chiclete", o único sobrevivente da época de ouro, o rei Roberto Carlos, continua fazendo suas músicas românticas, mas infelizmente nessa época que nós estamos ele está sendo visto como ultrapassado e sua música “Esse Cara sou Eu” que pra mim é uma manifestação do amor pelo outro, há quem diga que ela é “chiclete”? É, estamos na época da música chiclete, e infelizmente estamos colocando tudo no mesmo saco dos descartáveis, sem reciclagem. Pra mim, ele continua sendo o eterno romântico.

Confesso que sinto falta das músicas românticas e da minha inocência ao me reunir com minhas amigas, ouvir Whitney Houston e chorar coletivamente, sem nos sentirmos ridicularizadas. Sonhava com meu primeiro amor, como na música da Angélica, me sentia uma Rosana ao cantar e suspirava vendo o Fabio Junior jogando o cabelo e gritando, “obrigadú”! Época brega, ou melhor, boa.

Mas, apesar de tudo me sinto privilegiada em ter vivido a época do Globo de Ouro. Sinto falta, mas também me adaptei ao estilo atual. Vivemos hoje a época do Globo Globalizado que combina com o contexto que vivemos, o Globo hoje infelizmente não é de Ouro e sim de Prata, por ter menor durabilidade, beleza, sofisticação e riqueza (artística). Melhor ser de prata do que se tornar uma bijuteria frágil e barata. Ainda há salvação, graças a Deus e aos novos talentos!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

20 de Novembro


Quem quer ser Feliz?


Quem quer ser Feliz?

O que é a felicidade? Ou, como encontro essa tal felicidade? A humanidade está em busca de algo que consiga aliviar seu sofrimento humano sejam ele físico ou psicológico. Só que o que muitos não se dão conta é que esse sofrimento faz parte da nossa existência. Por exemplo: nós já nascemos chorando, sofremos ao buscar o oxigênio para nossa própria sobrevivência (físico), posteriormente sofremos para buscar a alimentação para o nosso corpo (fisiológico) e depois, sofremos mais ainda para buscar alimento para a nossa alma, através da afetividade e do amor das pessoas que estão ao nosso redor (psicológico). A partir daí, sentiremos que somos seres que vivem em busca da satisfação e do prazer, para assim sermos felizes. Mas, isso dura a vida inteira? Somos felizes plenamente? Infelizmente não, pois somos seres inacabados que vive em busca do preenchimento do vazio que foi deixado lá no ventre da nossa mãe. Lá dentro éramos felizes e completos, não precisávamos de força para respirar e nem chorávamos para dizer que estávamos com fome. Era tudo perfeito. Depois que nascemos, tudo muda drasticamente tornando isso a essência da nossa existência: Perdas, vazios, sofrimentos e momentos felizes. Digo “momentos” porque não somos felizes plenamente, vivemos momentos de alegria, satisfação e prazer. Então, seria inconveniente tantas pessoas venderem para vocês a “Felicidade” e com isso, conseguiremos sermos eternamente felizes. Sinto informar-lhes, mas essa felicidade concreta não existe. Isso é apenas uma forma de ganhar algo em busca do sofrimento dos outros. Quem vende está momentaneamente feliz e você, além de ter um momento feliz e ilusório, posteriormente poderá vir algo pior, que é o arrependimento e a culpa por ter tomado decisões precipitadas baseadas em situações motivadas apenas pela emoção. A felicidade é singular. Ela está ligada, assim como cordão umbilical, na história de vida de cada um, suas experiências, traumas, segredos, conquistas, fracassos... A felicidade é tão subjetiva como ser humano, na verdade ela é o próprio ser humano. Ela é de dentro pra fora, “eu não sou feliz, eu estou feliz”. Não é ação, é estado de espírito. Ela é o infinito. Sabemos que existe, mas nunca conseguiremos alcançá-la de forma concreta e objetiva, porém, cada um por si próprio saberá buscar esse alívio e satisfação para sua vida de forma consciente e realista. É uma busca sem fim. É um mistério. É um sonho não realizado, e quando realizado, será um novo sonho. É o desejo do sujeito desejante. Enquanto estivermos vivos, desejando, sonhando, lutando, ganhando ou perdendo, suportando os sofrimentos e os obstáculos da vida, estaremos vivenciando nestes momentos a Felicidade. Sempre com sabedoria, compreensão, fé, amor aos outros e principalmente, nos aceitando como seres incompletos e imperfeitos. Quando esse sentimento acabar, estaremos mortos. 

E viva a felicidade! Ou melhor, e viva o que eu estou sentindo hoje, pois amanhã será um novo dia.